sexta-feira, 12 de agosto de 2016

GINÁSTICA ARTÍSTICA E ARTICULAÇÕES

A ginástica artística é um esporte que também envolve uma grande variedade de modalidades. Em geral, a prática de qualquer uma delas oferece grandes benefícios ao corpo no que diz respeito à postura, equilíbrio, coordenação motora, flexibilidade, força, concentração e agilidade. Um de seus melhores resultados é a grande resistência muscular localizada, por mais delicada que uma modalidade possa parecer, como é o caso da ginástica rítmica. E, na fase infantil, também é grande aliada ao desenvolvimento das capacidades psicomotoras.
É um esporte que pode ser iniciado muito cedo, a partir dos dois anos de idade. Sendo que o treinamento profissional com foco em competições tem início na pré-adolescência. Ele envolve a prática da aterrissagem e giros nas articulações, um exercício de forte impacto e grande risco de ferimentos e fraturas, por isso deve ser constantemente acompanhado por profissionais capacitados e, ao contrário do atletismo, não é indicado a qualquer pessoa e nem qualquer idade pode adotá-lo como rotina esportiva.
A ginástica artística é uma das modalidades que mais atrai atenção do público. A competição pode ser individual ou por equipes: aberta a mulheres que disputam quatro provas (salto, trave, paralelas e solo); e homens, que disputam seis provas (salto, cavalo, argolas, barra fixa, paralelas e solo).
Os praticantes da ginástica artística dedicam muito tempo ao treino. O expectador de uma apresentação não é capaz de dimensionar a quantidade de horas dispensadas pelos atletas no preparo e elaboração dos movimentos. Ginastas profissionais podem treinar até 50 horas por semana. A grande dificuldade enfrentada por quem busca a excelência, diferentemente do que se pensa, é equilibrar-se no limite máximo de seu corpo.
Ginastas estão habituados a conviver com a dor inerente a sua prática e, por isso, podem não perceber a hora de interromper as atividades. A repetição diária, aliada ao grau de dificuldade dos movimentos, propicia o surgimento de lesões que acabam tirando o atleta dos treinos e das competições.
Os casos de dores são mais frequentes no punho - associadas à sua dorsiflexão, e na região lombar da coluna - provavelmente devido à constante hiperextensão exigida aos ginastas. Lesões por deslocamento e fraturas são mais atribuídas às articulações do cotovelo e joelho. O tornozelo é apontado por diversos autores como uma das articulações de traumas mais frequentes.
As regiões mais estudadas em termos de lesões foram o cotovelo, joelho, tornozelo, coluna vertebral, punho e ombro, com problemas desde dores até deslocamentos e fraturas.
Alguns fatores sugeridos como favorecedores das lesões a partir de estudos são: Duração das sessões de treinamento, progressivamente maior desde a iniciação até o alto nível; Falta de auxílio ou ajuda do técnico ou outra pessoa durante a execução; Não-utilização ou utilização não-adequada dos equipamentos de proteção; Saídas dos aparelhos, principalmente aquelas de elementos com piruetas (rotação em torno do eixo longitudinal do corpo) foram apontadas como uma grande causa de lesões no joelho; Aumento da dificuldade dos elementos e da competitividade; Falta de concentração; e excesso de treinamento, com muitas sessões.
Na Ginástica Rítmica, por sua vez, há uma maior incidência de lesões articulares no joelho, no tornozelo e, alguns casos, lesões no punho podendo variar desde tendinite ou tenossinovite até lesões mais sérias com rupturas ligamentares. Isso é observado na maioria das execuções da linha de ginástica de solo.
Mas se você precisar de um adjuvante contra essas lesões, envie sua mensagem na seção Fale Conosco

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